sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Concurso Correios 2018: empregados lutarão por empresa 100% pública em vez da privatização





A informação de que a privatização dos Correios está sendo estudada não pegou de surpresa os empregados da estatal. Foi o que disse o presidente da federação nacional dos trabalhadores da empresa (Fentect), José Rivaldo da Silva. “Não surpreendeu, mas nos alertou para lutarmos ainda mais por uma empresa 100% pública e prestando um serviço de qualidade”, afirmou .

O anúncio da possibilidade de privatização da empresa foi feito pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Moreira Franco, na última quarta-feira, dia 20. E isso aconteceu apenas um mês após o presidente dos Correios, Guilherme Campos, descartar a venda da estatal em entrevista concedida.

José Rivaldo acusou o atual governo de estar promovendo um sucateamento da estatal. "Hoje existe um processo feito abertamente pela diretoria dos Correios de transferir negócios, acabar com serviços, fechar agências próprias. Não há uma defesa, um fortalecimento da empresa pública.”

Realização de concurso está entre as reinvindações da categoria


José Rivaldo, presidente da Fentect José Rivaldo: luta por empresa 100% pública (foto: Fentect)



O sindicalista destacou ainda que há falta de pessoal na empresa, que não abre concurso público desde 2011. Segundo ele, mais mais de 20 mil empregados deixaram a estatal por meio dos programas de desligamento e não houve reposição.

“Em 2011, 2012, a gente tinha 128 mil trabalhadores. Hoje, só temos 108 mil e a empresa está com mais um plano de demissão incentivada. Sem reposição, sem concurso público”, alertou.

A realização de concursos é uma das reivindicações da categoria, que entrou em greve no último dia 19. Aguardado desde 2012 e tendo o edital adiado às vésperas da publicação, em 2015, a seleção para a área operacional da empresa, incluindo a função de carteiro, está fora dos planos da estatal no curto prazo, de acordo com o presidente da estatal.

Em maio deste ano, a empresa anunciou a abertura de um concurso para a área de segurança e medicina do trabalho. Porém, passados quatro meses, o edital ainda não foi divulgado. Nesta quinta-feira, 21, a empresa informou que a publicação acontecerá em outubro.

Empresa ainda é "muito viável", diz sindicalista


Sobre uma das justificativas apresentadas pelo ministro Moreira Franco para a privatização, o presidente da Fentect negou que os avanços tecnológicos estejam inviabilizando o negócio da empresa. Segundo ele, 50% das receitas da empresa vêm do monopólio postal.

“Mesmo com todos os adventos tecnológicos, as pessoas ainda preferem, por exemplo, receber a fatura do cartão de crédito via Correios. Além disso, tem muita gente no país que ainda não tem acesso aos serviços eletrônicos”, argumentou. "Pela dimensão continental que tem o Brasil, a empresa ainda é muito viável. Precisa é ser bem administrada", acrescentou.

Entre as consequências da eventual privatização, José Rivaldo relacionou, além do aumento de tarifas postais, o fechamento de agências dos Correios em lugares mais remotos. Por um critério social, pela importância que têm para essas localidades, essas agências são mantidas graças ao chamado subsídio cruzado.

Nesse modelo, unidades que geram lucro ajudam a viabilizar aquelas que são deficitárias. “Com a privatização isso acabaria, porque a empresa privada visaria apenas ao lucro”, afirmou o sindicalista.



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