quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Concurso Banco do Brasil 2018: com falta de pessoal, BB é líder de reclamações




O Banco do Brasil (BB) foi líder em reclamações de clientes no primeiro trimestre deste ano, conforme ranking do Banco Central (BC). E entre as causas para essa marca negativa está a falta de concursos públicos, segundo análise do diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Wagner Nascimento. "Hoje há grande necessidade de realização de concursos no Brasil inteiro para que haja quadro disponível para convocação e reposição."

Segundo o sindicalista, a postura adotada pelo BB, de não realizar concursos, prejudicou o atendimento dos clientes.


Diretor da Contraf-CUT, Wagner Nascimento. Foto: Divulgação Wagner Nascimento: "O BB precisa contratar"
"O banco fala que este é o ano do atendimento, mas, ao mesmo tempo, o piora, reduzindo o número de funcionários. Existem agências no Brasil onde o tempo de espera de atendimento está chegando a duas horas, quando o tempo máximo deveria chegar a 30 minutos. O BB é o primeiro em reclamações no Banco Central. Isso é reflexo da política equivocada de redução de funcionários", explicou.

Por isso, no primeiro trimestre deste ano, o BB chegou à marca de 1.536 reclamações para 59.432 milhões de clientes (índice de 25,84). Muitas das reclamações, segundo Wagner Nascimento, estão atreladas também ao fechamento de agências. No total, mais 700 encerraram as suas atividades no ano passado, com muitas regiões ficando desassistidas.

"O fluxo de clientes aumentou muito em várias localidades, sobrecarregando as agências. O banco precisa contratar. Não pode um banco do próprio governo contribuir com o desemprego", comentou Wagner Nascimento.

Concursos ainda sem previsão, diz diretor do BB



Em recente entrevista, o diretor de Gestão de Pessoas do Banco do Brasil, Caetano Minchillo, disse que, por enquanto, ainda não há previsão para a retomada dos concursos. Segundo ele, o quadro de funcionários do BB está adequado às atuais necessidades do banco, que vem investindo em uma política de trabalho digital, abrindo escritórios virtuais.

Embora o BB tenha realizado um plano de aposentadoria voluntária no final do ano passado, cuja a adesão foi de 9.400 pessoas, ele destacou que a instituição teve que fazer a realocação de 9.300 funcionários que trabalhavam em agências físicas que foram fechadas nos últimos dois anos.

"Se olharmos o banco como um todo, nós não identificamos nenhuma necessidade de funcionários neste momento. Hoje a gente consegue, através da reestruturação interna e da readequação das pessoas dentro do banco, suprir essa necessidade", disse Caetano Minchillo, em recente entrevista.

Entretanto, o presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, já admitiu que "os concursos terão que ser realizados futuramente". Tal declaração é que deve motivar os interessados em ingressar no BB a estudarem.

No total, 13 estados sem concurso válido



O Banco do Brasil não possui concurso válido em 13 estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará e Tocantins), além do Distrito Federal.

Em 2015, chegou a estar prevista a divulgação de um edital para escriturário nos estados do Rio de Janeiro, Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No entanto, o concurso foi adiado em virtude da crise política e econômica do país. O cargo de escriturário exige o nível médio completo e tem remuneração de R$3.952,03. O BB contrata pelo regime celetista.





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